SAÚDE

Melhor qualidade de vida em todos os momentos.

Atualmente, o CEREN é reconhecido como um Centro de Estimulação e Reabilitação Neurológica, tendo como clientes: bebês, crianças, jovens e adultos atende patologias Neurológicas e que apresentam déficits temporários ou permanentes, no funcionamento físico-motor associados ou não a comprometimento cognitivo-emocional.

GEP – Grupo de Estimulação Precoce

A Estimulação Precoce pode ser definida como um programa de acompanhamento e intervenção clínico-terapêutica multiprofissional com bebês de alto risco e com crianças pequenas acometidas por patologias orgânicas, buscando o melhor desenvolvimento possível, por meio da mitigação de sequelas do desenvolvimento neuropsicomotor, bem como de efeitos na aquisição da linguagem, na socialização e na estruturação subjetiva, podendo contribuir, inclusive, na estruturação do vínculo mãe/bebê na compreensão e no acolhimento familiar dessas crianças.

O acolhimento e o cuidado a essas crianças e a suas famílias são essenciais para que se conquiste o maior ganho funcional possível nos primeiros anos de vida, fase em que a formação de habilidades primordiais e a plasticidade neuronal estão fortemente presentes, proporcionando amplitude e flexibilidade para progressão do desenvolvimento nas áreas motoras, cognitiva e de linguagem (MARIA-MENGEL; LINHARES, 2007).

 

O desenvolvimento sensório-motor de um bebê com necessidades especiais é estimulado se oferecermos oportunidades para que ele vivencie experiências e sensações diversificadas e adequadas para a fase em que se encontra. Portanto, intervir precocemente é fundamental para a reabilitação e inclusão social destas crianças.

Desta forma, o presente projeto tem como objetivos: oferecer atendimento multiprofissional, nas áreas de Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Psicologia e Assistência Social a bebês com atraso no desenvolvimento sensório-motor; orientar familiares de crianças, inseridas no programa, sobre a importância da estimulação precoce, na utilização de técnicas corretas de manuseio e estimulação da criança em casa.

O projeto é desenvolvido no Centro de Reabilitação Educacional e Neurológico “José Canzi Junior”. A clientela é constituída de bebês prematuros e de risco e crianças pequenas acometidas por patologias orgânicas, de ambos os gêneros, na faixa etária entre zero e três anos de idade.

Todos os bebês passam por uma avaliação inicial, realizada pelos profissionais engajados no programa. A avaliação tem como objetivo detectar as dificuldades e potencialidades de cada criança em relação aos diferentes aspectos do desenvolvimento e direcionar o planejamento de intervenção. O atendimento acontece de forma individualizada, com frequência de uma a duas vezes na semana, por um período mínimo de quarenta minutos em cada área de terapia. Os pais participam dos atendimentos, e recebem orientações em relação às técnicas adequadas de manuseio, tendo-se como enfoque os motivos e objetivos desejados em cada situação, tornando os pais participantes do processo. Além dos atendimentos aos clientes e aos familiares são realizadas orientações aos professores e cuidadores de bebês e crianças que estão inseridas em creches ou escolas de educação infantil, visando a melhor inclusão destas crianças.

Periodicamente os profissionais realizam reuniões com o objetivo de discutir as potencialidades e dificuldades encontradas, as metas a serem alcançadas, as estratégias e recursos a serem utilizados, bem como a evolução dos bebês e crianças.

KIDS

A Neurologia Infantil é a especialidade clínica que avalia o sistema nervoso central (cérebro, cerebelo e tronco encefálico) e periférico (nervos) das crianças e adolescentes. É o médico especialista em Neurologia Infantil (neuropediatra) junto com a equipe multidisciplinar que avalia todo o desenvolvimento da criança, do ponto de vista das suas aquisições motoras, cognitivas e de linguagem, desde o nascimento até a adolescência. Tendo como patologias principais a Paralisia Cerebral, erros inatos do metabolismo, tumores cerebrais, encefalopatias agudas e crônicas, miopatias, doenças neuromusculares e neurogenéticas, atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor entre outras. A Reabilitação Neurofuncional é fundada num novo conceito de abordagem do indivíduo com seqüelas neurológicas. Focando-se não somente na recuperação das perdas, como também no potencial residual que todos os pacientes possuem.

Diversos problemas que atingem recém-nascidos, crianças e adolescentes exigem atuação de uma equipe especializada em reabilitação Neurológica.

As técnicas de reabilitação têm um papel decisivo na reversão ou minimização de sequelas neurológicas como limitações motoras, distúrbios de fala, cognitivos e de memória entre outros. Exercícios e atividades variadas estimulam a capacidade que o cérebro tem de se reorganizar frente as lesões neurológicas, ativando outras áreas e conexões entre neurônios para desempenhar uma determinada função. Ou seja, o cérebro estabelece outros caminhos que nos fazem andar, movimentar as mãos para pegar um objeto ou falar, por exemplo.

As sequelas neurológicas variam segundo o tipo da doença e a área do cérebro que foi afetada. Até meados dos anos 1950, a crença era de que o cérebro adulto não podia se recuperar e, portanto, não se investia no desenvolvimento de terapias com esse objetivo. “Contudo os estudos e os novos conhecimentos adquiridos colocaram por terra esse mito, mostrando o que se chama de plasticidade cerebral, ou seja, a capacidade do cérebro de se reorganizar, mudando os padrões de conexão. Embora maior em crianças, essa capacidade existe também em adultos”, afirma a neurologista Adriana Conforto, livre docente da USP, chefe do laboratório de neuroestimulação do Hospital das Clinicas e pesquisadora do Hospital Israelita Albert Einstein.

Em busca de suprir as necessidades de nosso município, bem como as crianças que são desligadas do GEP e oferecer assistência em âmbito global para pacientes neurológicos, surgiu o Projeto de Reabilitação Neurológica para Crianças (Kids), que reconhece a necessidade de uma intervenção multi e interdisciplinar. Além de fornecer um atendimento voltado as necessidades e potencialidades dos pacientes envolvidos.

 A clientela atendida é constituída de crianças de 3 à 12 anos, (crianças menores de 03 anos são atendidas no programa de Estimulação Precoce GEP), com patologias Neurológicas e que apresentam déficits temporários ou permanentes, no funcionamento físico-motor e que apresentam ou não comprometimento cognitivo-emocional.

 Todos os envolvidos farão uma avaliação inicial, realizada pelos profissionais engajados no programa. A avaliação tem como objetivo detectar as dificuldades e potencialidades de cada indivíduo em relação aos diferentes aspectos e direcionar o planejamento dos objetivos de intervenção. O atendimento acontecerá de forma individualizada, com frequência de uma a duas vezes por semana, por um período de trinta à quarenta minutos. Mensalmente os pais ou responsáveis participarão dos atendimentos, e receberão orientações em relação às técnicas adequadas de manuseio, tendo-se como enfoque os motivos e objetivos desejados em cada situação, tornando os responsáveis participantes do processo.

Periodicamente os profissionais estarão realizando reuniões com o objetivo de discutir as potencialidades e dificuldades encontradas, as metas a serem alcançadas, as estratégias e recursos a serem utilizados, bem como a evolução dos atendidos.

CRESCER

Dando sequencia aos atendimentos, o projeto Crescer continua a proposta de reabilitação/habilitação para esses indivíduos maiores de 12 anos, sem limite de idade.
Também atende pacientes vítimas de Traumatismo Cranioencefálico, Acidente Vascular Encefálico, podendo incluir outras patologias de ordem neurológica e que necessitam de apoio multidisciplinar, exemplo: doenças neuromusculares, lesão medular etc..
Encaminhadas pelo programa melhor em casa.

TECNOLOGIA ASSISTIVA

O conceito e a prática da Adequação Postural, também conhecida pelo termo “seanting”, são recentes. Por muito tempo o posicionamento adequado para o usuário de cadeira de rodas era realizado de forma precária, utilizando um simples travesseiro ou mesmo um cobertor no assento da cadeira de rodas, com o objetivo único de “aliviar” pontos de pressão”.

Durante a segunda metade do século XX, a espuma começou a ser utilizada na confecção de almofadas de assento para cadeiras de rodas. Em meados da década de 1960, mais estudos foram direcionados para a adequação de assentos de cadeiras de rodas para pessoas que apresentavam déficit de sensibilidade decorrente, por exemplo, de lesão medular.

Com relação às crianças com paralisia cerebral, MULHOLLANDE (Fisioterapeuta) foi o primeiro a defender a ideia de que uma postura assentada “ideal” pode minimizar os efeitos do tônus anormal, maximizando suas capacidades. No início da década de 1980, foram desenvolvidos outros tipos de equipamentos visando proporcionar um suporte corporal adequado.

Um dos primeiros programas de Adequação Postural reconhecido foi o “AssistiveDevicesClinic”, no Winnipeg Shiners Hospital e no “Hugh MacmillanRehabilitation Center”, ambos em Toronto. A motivação para a criação desses centros foi, inicialmente, provocada pelo alto índice de crianças malformadas, em consequência da talidomina.

O governo canadense financiou projetos específicos para atender às necessidades dessas crianças, criando quatro centros de atendimento onde médicos, engenheiros e terapeutas, trabalhando em conjunto com o paciente e sua família, desenvolveram equipamentos par tornar funcional o uso dessa tecnologia.

Atualmente existem inúmeros modelos de cadeiras de rodas e acessórios que podem ser confeccionados para proporcionar uma adequada postura para o usuário de cadeira de rodas.

A Tecnologia Assistiva é a ciência que tem se preocupado em desenvolver pesquisas e equipamentos que favoreçam o aumento, a manutenção e a melhora das habilidades funcionais do indivíduo com incapacidade.

“Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social”.

Em 16 de novembro de 2006 foi instituído, pela Portaria nº 142, o Comitê de Ajudas Técnicas (CAT), estabelecido pelo Decreto nº 5.296/2004 no âmbito da Secretária Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, na perspectiva de ao mesmo tempo aperfeiçoar, dar transparência e legitimidade ao desenvolvimento da Tecnologia Assistiva no Brasil.

A maioria das pessoas pode pensar que esse seja um tema afeto à ciência e tecnologia, à saúde, à indústria, à educação, etc. Na verdade é um conceito muito mais amplo, um elemento chave para a promoção dos Direitos Humanos, pelo qual as pessoas com deficiência têm oportunidade de alcançarem sua autonomia e independência em todos os aspectos de suas vidas. Para isso é necessário a adoção de medidas que assegurem seu acesso, em bases iguais com as demais pessoas. É preciso que obstáculos e barreiras à acessibilidade sejam identificados e eliminados, de acordo com a nova conceituação de deficiência.

Ao abordarmos a questão da acessibilidade, é importante destacar que há de se incluir nessa soma o número de pessoas com deficiência, de idosos, gestantes, lactantes e outras pessoas com “mobilidade reduzida”, seja ela em caráter permanente ou temporário. Nesse escopo, trata-se aproximadamente de 43,5% da população brasileira.

Ao serem envolvidas as famílias e outras pessoas no seu cuidado e acompanhamento, a cifra pode ultrapassar 70% dos brasileiros.

O desenvolvimento de recursos e outros elementos de Tecnologia Assistiva têm propiciado a valorização, integração e inclusão dessas pessoas, promovendo seus direitos humanos. Por essa razão, o tema tem assumido um espaço importante nas ações desenvolvidas pela Secretária Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

Do mesmo modo, a entrada em vigor em 2008, da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, tratado da Organização das Nações Unidas – ONU, simbolizou a determinação da comunidade internacional em colocar o tema das pessoas com deficiência na agenda global na perspectiva dos Direitos Humanos, orientando e cobrando dos governos nacionais ações que transformem suas vidas com o processo de inclusão à sociedade.

O Brasil, ratificou a Convenção e a incorporou ao seu ordenamento jurídico conferindo-lhe equivalência constitucional, e tem promovido e garantido as condições de acessibilidade à pessoa com deficiência, por considerar que este é fator essencial para propiciar a inserção do segmento à educação, ao trabalho, à cultura, à informação e comunicação, ao lazer e à vida comunitária.

Os dados de 2000 (censo do IBGE) indicam que cerca de 24,5 milhões de pessoas (14,5%) da população brasileira têm algum tipo de deficiência, o censo revelou ainda que os dados de deficiência variam de acordo com a região do País. Norte e Nordeste têm as maiores proporções de pessoas que afirmam ter pelo menos uma das deficiências investigadas pelos técnicos.  Diante dos quadros de incapacidade funcional, as sociedades se organizam de forma a superarem essas dificuldades promovendo a inclusão social dessas pessoas. Um dos mecanismos necessários é a utilização de Tecnologia Assistiva por essa parcela da população em qualquer faixa etária, e em qualquer situação do cotidiano.